(post de Adriana Salles, via HSM Update or Die)
Fui ver ontem, no cinema Gemini, em São Paulo, o filme Estômago. Estou para assistir faz um tempo, mas é difícil se manter updated com filho pequeno. Fora que muitas vezes eu acabo indo no filme (americano ou do Daniel Filho) do shopping mais próximo pela comodidade da coisa. De qualquer modo, desconfio que muita gente ainda não viu Estômago, então queria recomendá-lo. Se eu falar que é a história de um cozinheiro nordestino que vem para São Paulo e acaba na cadeia, talvez muita gente torça o nariz, achando que é aquele cinema “denúncia social” de sempre. Mas se eu falar que é uma versão brasileira superdiferenciada (e com humor!) de filmes “gastronômicos” como “A Festa de Babette”, “Comer Beber Viver”, ”Como Água para Chocolate” etc., vocês vão ver, não vão?
Vão, sim! E, além de o filme valer a pena como arte e como entrenimento (e de mostrar que tem, sim, quem escreva bons diálogos no Brasil), ele pode valer a pena também para o mundo da gestão, por 5 motivos:
- Ele mostra as sutilezas da ascensão de poder, o que não é muito diferente nas empresas se você entender as entrelinhas.
- Ele mostra como paixão muda todas as perspectivas, explicando muito do que acontece e deixa de acontecer nas empresas.
- Ele mostra a gigantesca importância dos detalhes. Em tudo. (Esse comentário não posso explicar, mas será facilmente entendido por quem vir o filme.)
- Ele mostra que não adianta tentar entregar ao cliente o que ele não sabe que quer. Precisa fazê-lo querer primeiro. (Cena do carpaccio.)
- Ele dá insights bacanas sobre o Brasil. Não precisamos disso para entender os consumidores e saber chegar até eles, oras bolas?
Ou então desencanem e curtam o filme pelo filme. Tem uma coisa muito legal que eu acabei de descobrir. O argumento e o (co-)roteiro (e também o livro que inspirou o filme) são do Lusa Silvestre, que é blogueiro do blog-irmão Update or Die! Que honra, Lusa, parabéns! Já sou sua fã!
