
“Ontem o Renan foi absolvido, um absurdo!”.
“Hoje a imprensa está em polvorosa, pudera!”.
“Puxa! Amanhã tenho dentista às dez!”.
Arquivo do autor Fernando Diniz
O grupo Bijari atua como estúdio de internet, produtora de vídeo, designers, dentre outras coisas mais… Mas, na verdade, a Bijari é um coletivo de dez artistas plásticos com dez anos de estrada e que, acima de tudo, são agitadores que usam as artes como forma de manifesto. O interessante desse grupo é que, mesmo atuando junto a grandes marcas, eles não perderam a veia artística fora do circuito comercial. É comum vê-los pelas ruas da capital realizando suas manifestações visuais lindas e sempre engajadas. Mas a relevância de fazer arte sem proposta comercial não está no romantismo. Está na oportunidade de estudar novos meios de expressão que envolva as pessoas de forma absolutamente orgânica e natural. O coletivo já ganhou um VMB pela direção de arte do clip de Elza Soares, além de participar de várias bienais pelo mundo. Confira alguns trabalhos no site da Bijari.
Há seis anos, o Festival de Inverno da Serrinha, o qual tive o prazer de ajudar a organizar no início, traz o melhor da arte contemporânea num ambiente muito interessante: fora das galerias, ao ar livre de uma fazenda em Bragança Paulista. Diferente de um festival de observação, esse é um lugar para se produzir arte, por mais leigo que você se considere, orientado por grandes nomes como Fajardo, Dudi Maia Rosa, Luis Hermano, Zé Celso Martinez Correa, dentre outros. Neste ano, o pessoal do planejamento da Y&R esteve lá conferindo o festival. Para mim, o desafio da concepção de uma obra, os caminhos que o raciocínio do artista percorrem têm algo em comum com o que fazemos.
